Exame de Suficiência 2026

Exame de Suficiência: em média, só 35% de aprovados — e o problema não é falta de estudo, é foco

Exame de Suficiência 2026 – Treinamento Dirigido por Questões

O número chama atenção e dói em quem está na preparação: apenas cerca de 35% dos candidatos conseguem aprovação no Exame de Suficiência aplicado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e operacionalizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso significa que a maioria reprova mesmo tendo cursado toda a graduação em Ciências Contábeis.

O ponto central não está, na maior parte das vezes, na falta de dedicação. A dor real do candidato está em não priorizar os temas certos — justamente aqueles que a banca mais cobra e onde os erros se repetem.

As normas mais pedidas (e mais negligenciadas)

Ao analisar provas recentes, é possível identificar um núcleo duro de conteúdos normativos que aparecem com frequência e exigem domínio conceitual, técnico e aplicado. Entre os principais, destacam-se:

NBC TG – Estrutura Conceitual

Aqui está a base de tudo. A banca cobra:

  • objetivo da informação contábil;
  • características qualitativas (relevância, representação fidedigna, comparabilidade, verificabilidade);
  • conceitos de ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa.

Muitos candidatos erram porque pulam a Estrutura Conceitual, tratando-a como “teórica demais”, quando ela fundamenta várias outras normas.

NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment)

Tema recorrente e subestimado. Os principais tropeços são:

  • confundir valor em uso com valor justo;
  • não identificar quando há indício de perda;
  • desconhecer quando reconhecer ou reverter impairment.

É um conteúdo técnico, mas altamente previsível na forma de cobrança.

NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes

Um clássico absoluto do Exame de Suficiência. A banca explora:

  • diferença entre provisão e passivo contingente;
  • critérios de reconhecimento;
  • tratamento contábil versus divulgação em notas explicativas.

Aqui, a reprovação costuma vir de confusões conceituais básicas.

NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis

Muitos candidatos acreditam dominar esse tema, mas erram em pontos como:

  • estrutura e conteúdo mínimo das demonstrações;
  • classificação entre circulante e não circulante;
  • critérios de apresentação e consistência.

A norma aparece tanto de forma direta quanto integrada a outras questões.

NBC TG 27 – Ativo Imobilizado

Outro tema recorrente, especialmente em questões sobre:

  • reconhecimento inicial;
  • depreciação (base depreciável, vida útil, valor residual);
  • baixa e reavaliação.

Decorar conceitos não basta. A banca exige entendimento da lógica contábil.

O erro estratégico que custa a aprovação

O candidato estuda “muita coisa”, mas não estuda como a prova cobra. Falta um estudo direcionado para:

  • normas mais recorrentes;
  • pontos de confusão clássicos;
  • questões objetivas que exploram conceitos sutis.

Resultado: conhecimento disperso e baixo aproveitamento na prova.

Ajustar o foco muda o jogo

Quando o estudo passa a ser orientado pelas normas mais pedidas, com leitura técnica, esquemas mentais e resolução de questões comentadas, o desempenho melhora sensivelmente.

No Exame de Suficiência, não vence quem estuda mais conteúdo, mas quem domina os fundamentos certos.

Se você está se preparando para a próxima prova, talvez não seja hora de estudar mais — e sim de estudar melhor, com atenção especial a essas normas que, ano após ano, continuam decidindo quem entra nos 35% e quem permanece nos 65%.

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Renato Santos Chaves

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